20.12.13
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20.2.12
A última cena
Isadora Garcia
Para Francisco Pedro Garcia
Às vezes a lembrança da tua lágrima
Vem, sorrateira, me visitar.
Não sei se chora mais a lembrança
Ou o coração a lembrar.
20.5.11
Discursos Calados II
Isadora Garcia
31.3.11
Longa espera
Quero o calor de um abraço
Quero distante a saudade
Volte pro meu peito, amor
9.2.11
Silêncio de doce melodia 2
4.9.10
Um adeus tardio
6.6.10
Um ano de muito peso
Vamos chegando na metade do ano e eu, adiantada, faço um balanço dele. Este ano tem sido tão pesado, tão repleto de emoções fortes. Ocorreram grandes coisas – boas e ruins – e a carga que seguro por estar vivendo tais experiências é grande. Estou esgotada, se é que me é permitido admitir.
Esse ano vi amizades se desfazendo, pessoas indo embora com raiva de mim... é impossível descrever o peso com que tais lágrimas correm cobrindo o meu rosto. Vê-los partir e nada poder fazer para que pelo menos lembrassem de mim com sorrisos...
Esse ano percebi meus avós mais doentes do que nunca, vivendo cada dia com menos forças, com menos vontade, sendo que qualquer um poderia lhes ser o último. E eu (dói demais admitir) tentando fingir que está tudo bem, fechando os olhos para o presente, tentando atar à minha mente memórias já difusas de dias alegres ao lado deles quando ainda sorriam e conversavam comigo.
Esse ano resolvi me preocupar um pouco menos com a escola e com a escolha do vestibular, achando que, assim, aliviaria as tensões que conheci ano passado e nas primeiras semanas desse. Mas, pelo visto, minha intenção não foi muito bem aceita pelos meus pais, que acham que, por se tratar do último ano, eu deveria estar dando mais de mim, esforçando-me mais do que nunca para conseguir realizar as expectativas deles em relação à minha colocação no vestibular. É claro que eu gostaria de ir muito bem, mas, sinceramente, prefiro relaxar minha mente e passar junto da maioria do que me estressar como eu estava me estressando para conseguir um lugar de mais prestígio.
Esse ano conheci mais sobre pessoas maravilhosas, que hoje me são amigos essenciais. E são essas pessoas que mantém vivo em meu rosto o sorriso que tento carregar todos os dias. Sim, nesse ano, apesar de tudo, sorri. Sorri muitas e muitas vezes graças às minhas amizades, graças ao sentimento maravilhoso de amar e ser amado sem dar ou querer em troca absolutamente nada, apenas a certeza de que amanhã será um dia alegre, afinal, será mais um dia ao lado dos meus amigos.
9.5.10
O que eu mais quero no mundo
Em primeiro lugar, a sua felicidade.
Em segundo, o seu perdão.
E em terceiro, um abraço seu.
Sei que não posso ter os três,
por isso me calo, aguardo.
Talvez um dia tudo mude,
o tempo há de me acudir.
Por enquanto escondo
meu desejo imenso
de ver você sorrir.
