9.2.11
Silêncio de doce melodia 2
3.2.11
Sentimento essencial
Isadora Garcia
Impossível provar teu saborMesmo sabendo ser tu das loucuras autor,
Por isso te peço: devolva-me o fulgor.
Se pedir, sou tua sem me impor,
3.1.11
Constatações de uma noite chuvosa
Isadora Garcia
Sabe quando tudo
não parece o bastante?
Sabe quando o vazio
torna-se constante?
29.12.10
Expectativas de um novo ano
Isadora Garcia
Momentos que passaram
Esqueçamos as tristezas
Forças hemos de ter
O novo há de ser
26.10.10
Felicidade gratuita
Uma lágrima emocionada varre meu rosto. Não sei bem porque ela invade minha noite; não consigo decifrar, muito menos pôr em palavras essa felicidade pura e sem motivo que me enche e completa.
O despertar de sentimentos bons, o crer num amanhã mais colorido, a certeza de um futuro mais próspero, recebo em avalanche tais inexplicáveis sensações e sorrio. Meu riso é bobo e inocente, já inerente a uma expressão de alegria presente.
Deixo aqui, portanto, este pequeno bilhete, registrando um momento mágico e indescritível de simples complexidade. Amarro a ele um sorriso, penduro junto a uma canção e isso basta para minha satisfação.
Um livro, um filme, uma amiga e uma canção. Coisas bobas que fizeram minha noite feliz. =)
21.10.10
Até quando direito vai ser dever?
Tanta gente votando sem saber
Tanta gente votando sem querer
Tanta gente votando por você
Até quando direito vai ser dever?
Desde quando meu voto está a venda?
Desde quando me vestem esta venda?
Desde quando cidadania virou lenda?
Até quando serei julgada pela renda?
Procuro onde prenderam minha liberdade
Procuro onde ficou minha dignidade
Procuro onde se perdeu a sociedade
Até quando inventarão novas verdades?
7.9.10
Silêncio de doce melodia
Silêncio de doce melodia
Vieste acordar minha melancolia?
Apontar-me tão cedo a luz do dia
Sereno e demorado em tua cortesia?
Silêncio de transparente poesia
Vieste livrar-me de tal nostalgia?
Levar de vez em tua companhia
Toda essa minha fantasia?
Encobre-me em tua sinfonia
Afasta-me de tal euforia
Ensina-me a tua terapia.
Auxilia-me nessa travessia
Até que sobre tal ousadia
Tenha eu total autonomia.
4.9.10
Um adeus tardio
3.8.10
O egoísmo do amor
Por: Isadora Garcia
Se algo aprendi nos últimos dias, sem dúvida é que o amor é um sentimento egoísta. Quando se ama, por mais que jure para si mesmo que o que mais importa nesse mundo é a felicidade da pessoa amada, o coração dará um jeito de enganar a razão e agir por conta própria, buscando a realização de suas vontades, sem nem pensar nas conseqüências de seus atos.
Quando se ama, o sentimento é tão forte, que ignora-se o do outro, pensando sempre ser o único dotado de tamanho amor. O que o outro sente, a maneira como o outro age, o ser apaixonado não busca entender nada extrínseco ao seu amor, o que resulta na formulação de certezas errôneas e, principalmente, egoístas.
O amor pode ser o melhor dos acontecimentos, mas pode também ser o pior. A capacidade destrutiva do amor é inacreditável. Como costumam dizer, o amor é cego, mas cego não para enxergar os defeitos do que se ama e sim para enxergar o mundo ao seu redor. O amor ignora a existência de outras coisas a sua volta, de outras pessoas e seus respectivos amores e é aí que entram os desentendimentos, as brigas, os atos impensados e a capacidade destrutiva do melhor sentimento de todos.
Sei que, mesmo depois de toda essa conclusão triste, quando chegar a minha vez de sentir o que por hora observo, agirei desta mesma maneira, passarei por cima de sentimentos alheios e deixarei feridas que não pretendo, que no futuro arderão mais ainda no meu próprio coração repleto de amor.
30.6.10
Mão-dupla
Eu te amo
Não posso dizer
Que te esqueci
Hoje vejo
Em ti
Minha felicidade
Não guardo
Rancor
Só conheço
Amor?
...ou...
Amor?
Só conheço
Rancor
Não guardo
Minha felicidade
Em ti
Hoje vejo
Que te esqueci
Não posso dizer
Eu te amo
